dezembro 15, 2009

este é o som da minha tristeza


Sempre que se aproxima o Natal...a melancolia despe-me, e tal como um amante amantíssimo, possui-me suave mas resolutamente.
Mais, de há uns cinco anos para cá, em que se me pendura até nas mãos, numa cumplicidade algo abusiva ousando olhar-me bem nos olhos e quase me cega.
Só talvez agora eu lhe devolva finalmente o olhar e deixe que um vento me empurre aquela lágrima que tem alma.
Lembro os que que amei e que partiram. Lembro sobretudo alguém cuja ausência me acompanhará, eu sei, para sempre, ainda que eu continue, densa e vulnerável, voando pela vida. E, mãe, tenho ciúmes dos anjos que te encantam com os seus cantos.
Sabes, talvez tenha encontrado a tal estrada, de repente num acaso, aquela que valha a pena olhar atentamente...ou não...

depois te direi (podes sorrir com esse lindo olhar zombeteiro...)

(Maria)



2 comentários:

Vento disse...

São momentos que nos abraçam de tal forma que as recordações fazem questão de nunca deixar morrer.

Só por que o tempo passa não quer dizer que se esqueça quem amamos.

Beijo

Amigo do Cavalo disse...

O teu coração é lindo. Espero que encontres a vereda da vida, aquela de que vale a pena lutar por ela ser o propósito coerente dos mais profundos desejos da nossa alma a uma felicidade eterna, sem dor, sem a zombaria das rugas e tudo que demais triste paira no mundo...Natal, que natal? O que é a vida sem objectivo e sem verdade?
Piujhs
MJ