janeiro 23, 2010

coisa de nada

É coisa de nada
aquele que passa
se finge amoroso
trespassa
rasga
e sem embaraço
esquece abraços
desperdiça ternuras
chora lamúrias
inventa canduras
e tão pobre(mente)
des(mente)
não sente

É coisa de nada
Não pára
gira
infantil
narcísico
todo sol
todo lua
persegue
e descomprometido
sempre
impotente(mente)
sôfrega(mente)


Por onde passa
ceifa
rouba o sol
rouba a lua
vende sentimentos
emoções
e perde
e se perde
em jogos sedutores
toscos
arremessados em todas as direcções


É coisa de nada
ele demente
não sente
o fosso largo do sofrimento
a transbordar as margens


Breve
breve
vazio
o palco
estará perdido
sem regresso
em terras áridas
palavras ocas
lamuriadas
sempre
em luzes mais e mais foscas


Sem vida - verdade
nada é nada


Nem ele
o Amoroso
que é coisa de nada
e de nada sabe ou sente

(maria)

Imagem da Net


3 comentários:

Vento disse...

Quem te deixou assim?

Beijo

Maria disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Oculto disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.